3 pilares essenciais da fotografia como negócio

Quem deseja começar uma empresa precisa conhecer uma etapa essencial para que ela dê certo: o planejamento. Não seria diferente para quem deseja levar a fotografia como negócio, não é verdade? Quando você não se organiza, acaba marcando ensaios na mesma época, perdendo prazos e errando na hora de investir o lucro do seu trabalho.

O planejamento também é essencial para traçar objetivos. Se você não sabe aonde quer chegar, acaba seguindo qualquer caminho.

Você tem ciência da importância de levar a fotografia como negócio? Não quer perder mais tempo para estruturar a sua carreira? Neste post, eu te mostro os três pilares essenciais para conquistar o que deseja. Confira!

Pilares da fotografia como negócio

Existem três fatores importantíssimos que eu utilizei para estruturar meu negócio de fotografia e que eu quero compartilhar com você:

1. Mercadológico

Faça uma análise de mercado nas regiões nas quais você tem interesse e disponibilidade para atuar. Ela vai fornecer respostas para duas perguntas fundamentais:

É preciso descobrir se o valor agregado ao seu serviço será notado pelos clientes.

Essa análise é fundamental porque, além do produto principal (fotografia), você poderá vender outros itens também, como álbuns, impressões e quadro. Assim, também fica muito mais fácil traçar o perfil do seu cliente ideal

Também é hora de descobrir quem são seus concorrentes ― profissionais e empresas que visam ao mesmo consumidor que você. Será que eles se destacam na visão desses clientes? Como conseguir seu espaço entre eles? Qual detalhe eles estão deixando passar e você pode oferecer ao público?

Não se esqueça: conhecer o mercado é essencial para estabelecer seus objetivos.

 

Marca

Lembre-se de que agora você representa uma empresa, portanto é necessário ter uma marca e zelar por ela. É preciso ter uma estratégia de marca para que a sua identidade visual seja forte e atrativa. Além disso, você precisa se atentar para transmitir essa mensagem ao mercado, por meio dos seus produtos e serviços. 

Também é importante cuidar da sua presença digital como se você estivesse trabalhando para uma organização já consolidada.

Separe o pessoal do profissional e tenha canais separados para mostrar seu trabalho, mas não deixe de ter cuidado com o que será postado nos seus perfis pessoais, pois, o seu público-alvo está conectado e ele também pode te procurar no seu perfil pessoal.

Marketing

Conhecendo seu cliente e a concorrência, é possível estabelecer suas campanhas de marketing digital para atrair o público e se destacar. Mantenha uma página no Facebook e um perfil no Instagram onde o consumidor provavelmente estará procurando por você. Considere também ter o seu próprio site.

Atualize constantemente as redes sociais com amostras do seu trabalho e mantenha um relacionamento próximo com seu cliente. Desenvolva um calendário de conteúdo para cada plataforma e aproveite todas as ferramentas existentes para se conectar com o seu público. Responda perguntas, tire dúvidas e não demore a atendê-lo. Saiba negociar: assim, além de atrair o consumidor, você vai fidelizá-lo.

2. Financeiro

Aqui você precisa descobrir o quanto tem e pode investir na fotografia como negócio. Primeiramente: mantenha os pés no chão.

A maioria dos fotógrafos, e eu me incluo nesse grupo, não começou com equipamentos caros, como máquinas sofisticadas e inúmeras lentes.

Pesquise em grupos de profissionais qual câmera oferece um bom custo-benefício. Para fazer jus ao investimento, pergunte para os fotógrafos mais experientes quais lentes eles recomendam, porque eu já gastei horrores com lentes e não usei como deveria, já que para cada tipo de trabalho, seja um ensaio em casa ou externo, a escolha da lente faz toda a diferença. 

É possível sim começar de forma modesta e ir melhorando a qualidade do seu equipamento gradativamente, portanto não desista.

Preço

Você também precisa estabelecer quanto vai cobrar por trabalho e qual a será a margem de lucro embutida no preço final. Mesmo que você esteja começando a trabalhar como fotógrafo agora, não cobre barato demais. Sim, você precisa manter uma clientela fixa, mas é preferível primeiro treinar e criar seu portfólio por conta própria. Dessa forma, você já entra no mercado com mais segurança e um bom material para apresentar, podendo cobrar um preço justo pelo seu trabalho.

Salário

Aqui mora o perigo…

Muitos profissionais “pegam” o dinheiro que recebem e gastam. Dessa forma, no final do mês,  por não ter nenhum controle, você não saberá  o quanto, de fato, a empresa produziu. O dinheiro que você ganha através do seu trabalho é da sua empresa (Pessoa Jurídica), mesmo que você ainda não tenha um CNPJ.

Para evitar esse erro, estabeleça o salário que pretende receber sim, você deve ter um salário! Só assim é possível separar o seu dinheiro do lucro da empresa.

Quando você fizer um trabalho, nem todo o dinheiro vai servir para pagar suas contas pessoais ou profissionais. Faça um planejamento financeiro que delimite bem a quantia de dinheiro para manter o negócio com margem de lucro e que também possa assegurar seu salário no fim do mês.

Para que não haja confusão, tenha dois cartões: um para você e outro para o negócio.

ROI

É importante também estudar o retorno sobre investimento – ROI. Daqui a quanto tempo você terá de volta o valor que compense o tempo e os recursos financeiros investidos no seu trabalho?

Tenha ciência de que o primeiro ano será difícil, e você precisará trabalhar bastante para ter o seu ROI. É por isso que você precisa encarar a fotografia como negócio.

3. Administrativo

Antes, você tinha de lidar com fotografias de eventos, ensaios, edição, diagramação de álbuns, criação de quadros e outras atividades ligadas diretamente ao seu trabalho. Como empreendedor, você também terá que administrar o lado financeiro da empresa, lidar com questões jurídicas para a regularização do seu negócio, fazer campanhas de marketing, atualizar suas redes sociais, fazer o atendimento de clientes, ou seja, TUDO.

Se pararmos para pensar, é trabalho para uma equipe inteira, não é mesmo? Mas sabemos que a maioria de nós, fotógrafos, não tem recursos financeiros para começar com uma estrutura tão grande.

A boa notícia é que você não precisa de muita gente para levar a fotografia como negócio! Eu, por exemplo, trabalho sozinha até hoje e lido com todas essas questões da minha empresa. O importante é que você tenha disciplina.

Ter seu fluxo de trabalho organizado, com políticas e regras bem definidas, é essencial para que você consiga administrá-lo corretamente. Para manter a produtividade, estabeleça, de forma realista, o que vai fazer em cada dia da semana. Só assim é possível cumprir prazos e otimizar seu trabalho.

Como você viu, os 3 pilares para levar a fotografia como negócio dividem inúmeras tarefas. No entanto, é possível sim tirar a sua empresa do papel. O profissionalismo deve falar mais alto: mantenha a disciplina, planeje cada detalhe e trabalhe bastante.

Pronto para transformar seu sonho em realidade?

Gostou de saber mais sobre os 3 pilares essenciais para a fotografia como negócio? Para começar com o pé direito, confira agora erros de estratégia que você não pode cometer!

até a próxima

Silvia

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